quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ressurreição…

Este é o tempo em que os cristãos dos quatro cantos da terra celebram a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. É um tempo especial. É tempo de vitória. É tempo de alegria. É tempo de poder. Os céus, a terra e o mundo inteiro se rejubilam, porque Cristo ressuscitou.

É tempo da chegada da verdadeira luz. É quando toda a criação celebra o poder de Cristo sobre as trevas do mal. É quando todos nós podemos nos gloriar do esplendor da ressurreição. A sua importância para nós está ligada aos seguintes fatores:

1. A ressurreição e a nossa fé

Neste tempo, temos a oportunidade de reconhecer as bênçãos oriundas de Deus para nossa vida cristã. Isto porque a ressurreição é um fato que perdura por toda a eternidade. Ela dá total suporte à nossa fé. Como declara, pois, o apóstolo Paulo, “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (l Co 15.17).

2. A ressurreição nos leva a pensar no próximo
Através da ressurreição, podemos chegar para quem não nos relacionamos bem e abraçar tal pessoa, da mesma forma como fazemos para com aqueles que consideramos nossos amigos. Esse é um dos frutos daqueles que crêem que Cristo ressuscitou. Ele tira as diferenças existentes entre os homens, submetendo todos ao seu poder e domínio.

3. Ressurreição é também tempo de perdão
Nela aprendemos a perdoar àqueles que nos odeiam. Não é essa é a principal condição deixada por Jesus a nós? Ele diz: “se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas” (Mt 6.15). Perdoar traz libertação do pecado. Jesus ensina: “Àqueles a quem perdoardes os pecados são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes são-lhes retidos” (Jo 20.23). Precisamos pedir ao Cristo ressurreto que nos liberte do rancor, do ódio, da falta de perdão. Se não, como observa R. Pritchard, “até que essas cadeias sejam quebradas por um ato decisivo de perdão, [continuaremos] sendo escravo[s] do pecado” (O Poder terapêutico do perdão. São Paulo: Mundo Cristão, 2006, p. 115). Com a ressurreição somos livres para perdoar.

4. A ressurreição traz vida nova
Cristo, através de sua ressurreição, esmagou a morte, garantindo vida àqueles que estavam mortos em seus pecados. O poder de sua ressurreição foi tal, que “os sepulcros se abriram e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados” (Mt 27.52). Ressurreição é tempo de reconhecer que a presença de Cristo traz vida para todo e qualquer ser humano. Basta que creiamos nele.

5. A ressurreição confirma a presença de Jesus em nosso meio
Essa era a dificuldade estampada no rosto daqueles discípulos do caminho de Emaús. Eles conversavam sobre o que acontecera com Jesus, mas ainda não haviam percebido que Ele vencera a morte. Só depois de notarem que era Ele mesmo que aparecera junto deles, disseram: “Fica conosco; porque é tarde, e já declinou o dia”. E, para a alegria deles, Jesus aceitou aquele convite (ver Lc 24.29). Que bom saber que Jesus está conosco hoje! Esta é a promessa do Cristo ressuscitado: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20b). Creiamos nele!

Mensagem de ilustração do sermão

 Dar o melhor que você tem

Conta-se uma interessante história acerca de Leonardo da Vinci. Um dia ele começou um novo quadro. Escolheu o assunto, determinou a perspectiva, fez o esboço, aplicou as cores e desenvolveu o pano de fundo. Então, por razão desconhecida, ele parou, estando a pintura ainda inacabada. Chamando um dos seus alunos, da Vinci pediu-lhe que a terminasse. O aluno ficou apavorado. Como terminar um quadro de um dos maiores mestres da pintura? Protestou sua incapacidade para uma tarefa tão desafiadora. O grande artista, porém, silenciou-o, dizendo: "O que eu fiz não o inspira a dar o melhor que você tem?" Na verdade, é essa a pergunta que Jesus nos faz hoje. Ele começou a pintar o seu quadro ha dois mil anos. Sua vida, mensagem, morte, ressurreição e presença viva deram início à grande pintura da redenção do mundo. Ele nos deu a tarefa de terminar o quadro. Mas há uma diferença. Da Vinci deixou o aluno sozinho; Jesus jamais nos abandona.

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